"Não mereces o afago nem de Deus nem do Diabo, quanto mais da mao que um dia eu dei pra ti."
O ditado popular que mais se encaixaria no momento é: Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Dia 12 de junho me abriu os olhos de uma maneira incomum. Principalmente em relação a essa vidinha medíocre que eu levo e o fato de me enganar e sentir felicidade sendo indiferente com os meus sentimentos e mais ainda com os sentimentos dos outros.
A trecho acima deve ser o que as pessoas que se relacionam comigo pensam quando minha figura aparece. E agora, depois do que passou, eu vi o tanto que sou egoísta e não me coloco, nem penso, na situação da outra pessoa.
O ponto que quero chegar é: fui reduzido a uma imagem, que claro, eu mesmo criei, mas uma imagem fantasiosa. A imagem de que sou uma pessoa que não tem nada a acrescentar, um mero caso de uma noite, que nunca amei e que nunca vou amar ninguém. Só que embaixo dessa carapuça dura existe uma pessoa mais sentimntal que o normal e que se abala bastante por coisas muito pequenas (e acho que esse lado não é bom estar a mostra). Não digo que sou de vidro, mas também não sou de pedra como todos pensam.
O que mais me machucou foi o uso das mesmas palavras que usei dias atrás, e que pra mim foi normal, mas agora que o ouvinte, ou alvo, sou eu o esquema é diferente.
Doeu.
Mas vou me forçar a digerir tudo isso e usar como um combustível que me faça querer mais estar do seu lado. Ou não.
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