terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lealdade.

Não sei o que acontece, mas não sinto que faço tudo pelos meus amigos. Vejo que estão sempre dispostos, estão sempre de prontidão para me ajudar, mas as vezes eu não consigo dizer uma só palavra de apoio.
Não digo que sou um vampiro emocional, mas é como se eu fosse um nada, um zero à esquerda, um ser que não ajuda e nem atrapalha. Um peso a mais.
Vendo fotos e twitters de antigos amigos me vem a cabeça o porquê de se afastaram, e como num lapso a resposta vem tão institivamente: eu os afasto.
O que acontece que eu deixo as pessoas irem. Eu não luto. Não luto por ninguém ficar do meu lado.
O que acontece?
Sou fraco.

Vazio.

Um corpo vazio...
Um corpo vazio é, ao meu ver, aquele sem esperança. Uma pessoa sem ter pelo que lutar. Uma pessoa sem propósito.
Mas é a questão: o que é esperança? Onde está essa esperança que tanta gente se agarra e se afirma, e constroi uma vida, ou expectativas, em cima de incertezas? É correto correr atrás se baseando apenas em esperança?
Esse sou agora, um ser sem saber o que é esperança. Um ser sem esperança. Um ser, apenas.

sábado, 31 de julho de 2010

Desejos sinceros

Não sei se o que fiz foi certo. Se foi na hora certa. Achei que ia ficar melhor me afastando de você, mas estava errado. Mas mesmo não me sentindo bem, creio que é o melhor a se fazer no momento. Essa sexta-feira no escuro me fez pensar em muita coisa, principalmente no que eu dou valor. E eu lembrei o quanto eu me sinto bem ao seu lado. Espero que tudo dê certo pra você nessa nova fase. Que aproveite tudo ao máximo.
Não posso dizer que vou te esperar sentadinho. Mas digo em alto e bom tom que tudo que senti foi verdadeiro.
Boa viagem, até 2011.

domingo, 18 de julho de 2010

Respeito

Preciso aprender a esperar menos das pessoas, aprender a depender menos das pessoas e entender que não preciso de ninguém do meu lado para encontrar minha plenitude. Se tiver alguém do meu lado, melhor ainda, porém não é necessário. A verdade é que tenho que encontrar o auto-estima que eu perdi em algum desses inferninhos. Aliás, se isso for entregue quando se nasce, tenho que pedir pra minha mãe o meu, ela deve ter dado o meu pra algum dos meus super irmãos que todo mundo adora e deseja. Não que seja ciúmes, mas né...
A verdade é que eu estou cansado. Cansado dessa mesma cara, dessa mesma voz, de ouvir a mesma coisa. E de nunca estar satisfeito. Sempre sofrendo.
Só me falta o respeito-próprio.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Blackout

Eu prometo nunca mais me dopar.
Mas é uma briga tão constante dentro de mim. Os sentimentos brigam entre si, querendo tomar o controle de tudo, já que eu não tenho voz ativa para mandar em nada.
E o exterior também briga com meu interior.
Nunca me senti tão angustiado e transtornado em toda minha vida. Foi horrível. Cogito ter sido o pior dia da minha vida.
Esse turbulhão de sentimentos não me faz bem. Até penso em voltar ao vazio que sempre tive. Mas me sintiria pior.
Quando não aguentava mais, me obriguei a dormir por aproximadamente 26 horas.
Acordei pior. Com uma fadiga interna. Feridas em aberto.
Prometo nunca mais me dopar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Um novo monstro na cidade.

É legal eu aprender a lidar com sentimentos novos aos poucos.
Os mais novos, que nunca antes conheci, é o ciúme e a vingança. Preciso aprender a trabalhar com o ciúme que eu sinto. É estranho, é um sentimento que me desarma, e nunca me senti assim, quase humilhante. Já a vingança é dos outros, por que eu NUNCA, repito, NUNCA fiz nada por vingancinha, posso até ter pensado em fazer mas é algo que me parece tão frio e egoísta, mesquinho, que não consigo fazer e desisto.
A mistura dos meus ciúmes e a vingança dos outros não é agradável. E por causa disso a minha visão idealizada e sonhadora de qualquer tipo de relacionamento mudou.
Sou mais pé no chão, penso em algo mais real.
Culpa sua. Parabéns, você criou um monstro.

domingo, 13 de junho de 2010

Reflexo

"Não mereces o afago nem de Deus nem do Diabo, quanto mais da mao que um dia eu dei pra ti."
O ditado popular que mais se encaixaria no momento é: Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Dia 12 de junho me abriu os olhos de uma maneira incomum. Principalmente em relação a essa vidinha medíocre que eu levo e o fato de me enganar e sentir felicidade sendo indiferente com os meus sentimentos e mais ainda com os sentimentos dos outros.
A trecho acima deve ser o que as pessoas que se relacionam comigo pensam quando minha figura aparece. E agora, depois do que passou, eu vi o tanto que sou egoísta e não me coloco, nem penso, na situação da outra pessoa.
O ponto que quero chegar é: fui reduzido a uma imagem, que claro, eu mesmo criei, mas uma imagem fantasiosa. A imagem de que sou uma pessoa que não tem nada a acrescentar, um mero caso de uma noite, que nunca amei e que nunca vou amar ninguém. Só que embaixo dessa carapuça dura existe uma pessoa mais sentimntal que o normal e que se abala bastante por coisas muito pequenas (e acho que esse lado não é bom estar a mostra). Não digo que sou de vidro, mas também não sou de pedra como todos pensam.
O que mais me machucou foi o uso das mesmas palavras que usei dias atrás, e que pra mim foi normal, mas agora que o ouvinte, ou alvo, sou eu o esquema é diferente.
Doeu.
Mas vou me forçar a digerir tudo isso e usar como um combustível que me faça querer mais estar do seu lado. Ou não.

sábado, 5 de junho de 2010

Blackheart

O que é esse vazio que me consome? Essa falta de preenchimento? Essa sensação de ser um nada? De estar vivo pela inércia? Essa sensação que só aumenta?
Cogito a possibilidade de ter um buraco negro no lugar do coração. É a única explicação que faz sentido. Ao invés de sentir, ele engole e absorve todo sentimento que 'produzo', que tenho, seja ele felicidade, alegria, dor, raiva, ou qualquer outra coisa que me faria sentir vivo. Ele engole lentamente qualquer tipo de sentimento, e quando percebo estou preso em uma espécie de anestesia, onde não sinto nada, só uma vontade de ficar parado, de olhar pro teto. E como se não bastasse, o Buraco-engolidor-de-sentimentos cospe a dor de volta (por que, afinal, quem quer dor?) e quando eu sinto essa dor crio cachoeiras ao meu redor.
A dor é um sentimento de energia tão pesada que nem um buraco negro conseguiria absorve-la, então ele devolve, só que de forma mais intensa. E, infelizmente, quem tem que coloca-la pra fora sou eu.
Então é formado uma continuidade: quando toda a dor sai, o vazio volta a me consumir, o Coração continua a absorver resquícios de sentimentos, e volta a cuspir a dor.
E é assim todo dia.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Baile da vida

Cada dia me surpreendo mais com o desejo de algumas pessoas que me cercam de se tornarem 'famosinhas', ou aceitas, em um determinado grupo. Gente apelando para o estilo, para o dinheiro, para o amor e até para a sexualidade. Querer ser a face da modernidade, ou esbanjar o dinheiro (qe provavelmente não tem) na cara dos outros, ou namorar pessoas conhecidas e até fingir ser gay/hétero para agradar e ser aceito, não é bonito e muito menos certo. Escalada social. Gente! Não é assim que funciona.
Fico de fora observando esse nojo, pessoas se rebaixando a tal atitude. Algumas chegam a pingar falsidade. A beleza está na originalidade, no diferente, no seu próprio, e verdadeiro, você.
Eu prefiro que não falem comigo do que falem por falar. Por isso ajo dessa forma, e acabo sendo interpretado como antipático. Educação é uma coisa, falsidade é outra.
Está na hora de acordar e ver que o mundo vai muito além do que suas mentes limitadas podem enxergar. Quando conseguirem enxergar por de trás das máscaras, você saberá se relacionar com as pessoas certas, e, aí sim, não precisará ser aceito.
Seja feliz, principalmente consigo mesmo. Nota Mental.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Impulsividade

As vezes, se eu pensasse o que penso depois de ter feito certas coisas antes de fazê-las tudo seria diferente. Minha consciência seria limpa. Ou não. O fato é que existem pessoas que me ajudam a enxergar o mundo melhor, mesmo no meio de uma tensão na balada. Gente que conheço a pouco tempo, e gosto muito, e se preocupam comigo. É interessante.
Acaba que eu faço o que faço como auto-proteção, pra não me machucar, mas sempre me machuco. Por que na hora, é ótimo, aquele êxtase (ou euforia, chame como quiser) de festa, mas na hora de voltar pra casa o vazio está no mesmo lugar. E, infelizmente, a pessoa que preenche esse vazio não está do meu lado.
Algumas coisas estavam certas, outras erradas. Quando as erradas se acertaram, as certas se bagunçaram. A balança do equilíbrio da vida brinca com a minha paciência.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Abrindo a Janela da Alma

Acordei diferente. Finalmente consegui achar o meu botão de "fuck off" e o liguei. Sinceramente, eu estou pouco me importando com ligações perdidas, e, pelo visto, você menos ainda. Espero que do outro lado da linha saibam o que estão fazendo, por que por aqui eu me achei, e mesmo morrendo de saudade do cheiro, da voz, do toque e da companhia, eu vou continuar vivendo e não vou parar pra esperar. É egoísmo? Pode ser. Eu vejo mais como uma auto-proteção do que egocentrismo. Então, eu me volto aquela velha situação de estar sempre disponível, mas, dessa vez, não me sinto mal por um único motivo, eu não vou parar para esperar. Sinto que posso estar fazendo tudo errado, mas as chances de acertar e errar são praticamente as mesmas. E eu vou viver, por que posso estar com os dias contados.

Reorganização mental

Dentre vários conselhos resolvi aceitar um em especial, um que me mandava escrever para extravasar tudo que sinto. Mas no final das contas, escrever não é só dar vazão aos sentimentos, mas é como se você colocasse todas as idéias juntas e fosse organizando uma a uma, ainda dentro da sua cabeça. Até que, em alguma hora, tudo faz sentido.
No fim, a raiva, a angústia, ou qualquer outro sentimento sufocante, se ameniza e se tranquiliza dentro da caixa de pandora que eu chamo de cérebro. E, com todas idéias organizadas, eu posso deitar e pensar melhor.
E daqui que começa tudo.